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Laboratórios de Robótica e Tecnologia iniciam as aulas no DF

Projeto da Secretaria de Ciência e Tecnologia, laboratórios de robótica vão formar jovens de 15 a 18 anos em todo o DF

Começaram nesta segunda-feira (9) as aulas de robótica e tecnologia em 12 laboratórios pelo Distrito Federal. Criados pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), os espaços vão capacitar jovens de 15 a 18 anos para as profissões do futuro.

O objetivo é simples: mudar a vida desses garotos, ensinando tecnologia para uso no dia-a-dia. Nas aulas, eles vão aprender a desenvolver placas fotovoltaicas, trabalhar na automação de casas, construir robôs em impressoras 3D, pilotar drones, além de técnicas para se tornarem web designers. E, assim, poder contribuir com a renda familiar.

Jovens como Samara Santos, 17, moradora do Paranoá. Estudante do ensino médio, foi matriculada pela mãe para as aulas de robótica. Ela tinha ido à Administração da cidade e ficou encantada com o projeto da Secti, chamado Passaporte para o Futuro. Não titubeou e garantiu a vaga da filha.

“Saio da escola e venho direto para o laboratório. Gostei muito da primeira aula, aprendemos a ligar os LEDS. Na verdade, quero ser médica. E descobri que na área de neurocirurgia já estão sendo usados robôs. Então, nesse curso já vou entrar no universo da robótica”, explicou. Pilotar os drones também é uma de suas metas.

Além de Samara, outros 29 meninos e meninas também se mostraram empolgados com a nova “disciplina”.  As aulas são gratuitas e acontecem em dois turnos (matutino e vespertino). As lições são dadas por monitores, em geral estudantes das áreas de tecnologia. “Muito gratificante esse começo. Esses jovens de hoje têm uma velocidade incrível para aprender como funciona a robótica e a eletrônica. Legal ver a curiosidade e empolgação em cada rosto”, destacou Alessandro Macedo, professor das turmas do Paranoá.

Pequenos gênios

Entre 150 e 200 jovens serão formados todo ano em cada uma das unidades. A meta, segundo o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gilvan Máximo, é abrir cerca de 100 laboratórios até o final de 2021. “O objetivo é ensinar muita tecnologia a esses meninos e já lançá-los no mercado do trabalho. E que eles possam conseguir um estágio ou já o primeiro emprego. Não temos dúvida que daqui sairão pequenos gênios”, afirmou Máximo

Os critérios de seleção dos estudantes são os mesmos usados para o Cadastro Único. As vagas são destinadas a alunos de baixa renda, das quais 50% delas para o sexo feminino e 50% para o masculino.

Além do Paranoá, o semestre letivo começou nas outras 11 unidades. São elas: Rodoviária do Plano Piloto, Sol Nascente, Itapoã, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Samambaia, Estrutural, Café sem Troco, Ceilândia e no Biotic (Laboratório Avançado).

* Com informações da Secretaria de Ciência e Tecnologia

Fonte: http://bit.ly/3cPIuZO

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